Wednesday, January 13, 2010

Revisionismo comercial


Ser diferente tem as suas particularidades. Diferenças contudo existem, entre ser de facto diferente e fazer um considerável esforço por ser diferente. E se neste esforço se fizer dinheiro, porque não ser diferente?

Oliver Stone, conhecido realizador, pretende dar uma nova aura a Hitler e Estaline; diz que os homens são produtos das circunstâncias e que não podem simplesmente ser apelidados de bons ou maus. Sobre Estaline, um simpático ditador que terá sido responsável por tantas ou mais mortes que Hitler (apesar de não ter na sua mãe Rússia o mediatismo das câmaras de gás), diz Stone que foi um dos mais empenhados governantes contra a máquina alemã. Por outro lado, Stone reuniu na sua pesquisa catedráticos que já vieram à praça dizer que não se vai apresentar nenhum visão positiva sobre Hitler, mas sim de acordo com um enquadramento histórico.

Estes mitos sobre os conflitos mundiais do século XX, deviam ser clarificados, em vez de se jogar ainda mais nevoeiro na estrada. Estaline só reagiu quando as tropas alemãs entraram no seu território já a guerra entre Alemanha e Reino Unido ia funda. Os americanos, que têm o seu mérito por terem decidido entrar no conflito em território europeu, só o fizeram depois de terem sido atacados e verem a sua soberania colocada em causa pelo Japão. Tal como no caso russo, já a guerra ia longa. Se há alguém que deve ser exaltado, dentro de um "enquadramento histórico" como defende Stone, esse alguém é Churchill.

We shall never surrender.

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