A medida mais sonante do programa do PS para as próximas legislativas é a abertura de uma conta bancária com 200 euros, em nome dos azarados que neste quadrado irão nascer. O dinheiro só pode ser levantado quando o dito cujo tiver 18 anos e claro está, por ele próprio. Os pais ou os familiares poderão reforçar essa conta ao longo dos anos, usufruindo de uma interessante taxa de poupança, ao que parece ao fim dos 18 anos os 200 euros passam a 400, uma taxa aproximada de 5% ao ano, que no fundo, não é nada do outro mundo, tendo em conta que só se pode mexer no dinheiro ao fim de 18 anos.
Esta medíocre proposta, que só mostra a falta de ideias que impera no PS, só é igualável pela falta de ideias da oposição. Todos criticaram em uníssono a medida, mas a verdade é que as alternativas propostas não são melhores; a pérola vem do PCP, através de sua alteza Jerónimo de Sousa, que terá proposto em alternativa o aumento de 1 euro (!!!) do abono de família. Estupendo!
Para além da - já mencionada neste blog - falta de exigência da sociedade civil, a incapacidade e o vazio de ideias de todos os partidos políticos resultam num país atrasado relativamente aos outros países europeus.
Nem de propósito no Expresso desta semana vem um dirigente de uma qualquer associação de empreiteiros dignificar e defender a actividade em causa. Para quando a bendita sociedade do conhecimento? Para quando o investimento urgentíssimo em qualificação (decente e com um carácter útil) de recursos humanos? É tempo de gastarmos dinheiro com as pessoas, é a única coisa que este país consegue produzir e ser competitivo. Fazemos mais estradas e pontes, estamos só a adiar o inevitável. Nenhum partido vai apostar nisto nestas legislativas. No programa do PS não encontro nada. Vamos ver os outros. Cheira-me que este ano presenteio suas excelências os dirigentes da Nação com um voto nulo ou branco.
Passar bem.
Sunday, August 2, 2009
Wednesday, July 29, 2009
Weak society.. weak politics
Ontem, numa análise da SIC Noticias sobre o 1º debate Costa-Santana, um comentador, salientou e bem, que António Costa tem uma desvantagem. Apesar de ter resolvida a questão das contas da Câmara, não tem nada para mostrar. E Santana sim, tem o seu túnel como trunfo.
Aquilo que os candidatos têm para mostrar depende daquilo que as pessoas querem ver; se ter as contas da Câmara em dia for uma prioridade para o eleitorado, nesse caso António Costa tinha um trunfo na manga. Mas como as pessoas querem obras feitas, Santana tem um túnel para argumentar. Como é que podemos ter as contas do País em dia e apostar em políticas de conhecimento e desenvolvimento dos nossos recursos humanos, se a grande massa eleitoral entende por obra feita, túneis, pontes, viadutos e centros comerciais? Por muito boas ideias que se tenha a nossa sociedade limita a política a um raio de acção de show off, onde o que é preciso mesmo fazer, não é feito.. sob pena de não se ser reeleito.
Veja-se Felgueiras por exemplo, onde grande parte da população não está interessada na forma como os dinheiros da Câmara são tratados; o que interessa, é a tal obra feita, se o envelope é azul ou amarelo, o último que feche a porta.
Ah pois é.
Aquilo que os candidatos têm para mostrar depende daquilo que as pessoas querem ver; se ter as contas da Câmara em dia for uma prioridade para o eleitorado, nesse caso António Costa tinha um trunfo na manga. Mas como as pessoas querem obras feitas, Santana tem um túnel para argumentar. Como é que podemos ter as contas do País em dia e apostar em políticas de conhecimento e desenvolvimento dos nossos recursos humanos, se a grande massa eleitoral entende por obra feita, túneis, pontes, viadutos e centros comerciais? Por muito boas ideias que se tenha a nossa sociedade limita a política a um raio de acção de show off, onde o que é preciso mesmo fazer, não é feito.. sob pena de não se ser reeleito.
Veja-se Felgueiras por exemplo, onde grande parte da população não está interessada na forma como os dinheiros da Câmara são tratados; o que interessa, é a tal obra feita, se o envelope é azul ou amarelo, o último que feche a porta.
Ah pois é.
Monday, July 27, 2009
Droga
Existe uma lei básica em economia comummente conhecida por lei da oferta e procura. Uma das conclusões básicas desta lei é que se não existir procura, mais cedo ou mais tarde, não existe oferta.
Porque é que hoje em dia a maior parte das crianças já não brinca com piões ou carrinhos de rolamentos? Porque os brinquedos foram substituídos por outros de tecnologia mais recente e mais apelativa que a anterior. Podem nomear-se dezenas de exemplos sobre produtos que foram substituídos, parcial ou totalmente, por tecnologia mais evoluída e claro está, mais interessante no que à sua utilização diz respeito.
O problema da droga apresenta-se, em teoria, simples. Sem procura, não há oferta. Ainda que estejam disponíveis quilos e quilos de droga para consumo, não havendo procura, não há consumo e consequentemente, não há tráfico.
A pergunta formulada para responder a esta problemática redunda em duas respostas: combate cerrado ao tráfico e prevenção. As duas respostas curiosamente, trazem consigo dois problemas; primeiro, gastam-se rios de dinheiro no combate ao tráfico de droga, numa proporção muito maior do que a que é investida na prevenção. Voltamos ao mesmo, sem procura, não há tráfico.. o problema é combatido ao contrário. A questão da prevenção é igualmente patética: muitos dos jovens que já experimentaram droga (um charro por exemplo) perdem 10 minutos a rir depois de ler um panfleto de prevenção. Posso dar como exemplo este postal do Instituto de Droga e Toxicodependência (IDT), disponível aqui.
Primeiro, sugere duas formas de consumo, a segunda, a ingestão. Toda a gente sabe que a cannabis é para fumar, para quê a informação sobre a sua comestibilidade?
Segundo, fala sobre os seus efeitos, em consumo normal e em consumo exagerado incluindo desmotivação generalizada, ansiedade e paranóia, problemas de memória, atenção e ainda psicoses. Quem já fumou um outro charrito só pode achar isto uma anedota. Não por ser mentira, mas quem é que com 15 ou 16 anos pensa que vai ficar paranóico ou depressivo por causa de cannabis?
Por último, a toalha é atirada ao chão, ou seja, inclui um parágrafo intitulado "Se consumires" onde se explica as limitações aconselhavéis relativamente ao consumo desta droga. "Já que vais consumir tem cuidado com isto, isto e isto"
Aquilo que se faz então é um trabalho deficiente na prevenção e um esbanjamento de dinheiro em combate ao tráfico.
Solução: mostrar e disponibilizar aos jovens as alternativas à droga. Quais as tecnologias que poderão tornar a droga obsoleta? A pergunta formulada deve ser esta.
Porque é que hoje em dia a maior parte das crianças já não brinca com piões ou carrinhos de rolamentos? Porque os brinquedos foram substituídos por outros de tecnologia mais recente e mais apelativa que a anterior. Podem nomear-se dezenas de exemplos sobre produtos que foram substituídos, parcial ou totalmente, por tecnologia mais evoluída e claro está, mais interessante no que à sua utilização diz respeito.
O problema da droga apresenta-se, em teoria, simples. Sem procura, não há oferta. Ainda que estejam disponíveis quilos e quilos de droga para consumo, não havendo procura, não há consumo e consequentemente, não há tráfico.
A pergunta formulada para responder a esta problemática redunda em duas respostas: combate cerrado ao tráfico e prevenção. As duas respostas curiosamente, trazem consigo dois problemas; primeiro, gastam-se rios de dinheiro no combate ao tráfico de droga, numa proporção muito maior do que a que é investida na prevenção. Voltamos ao mesmo, sem procura, não há tráfico.. o problema é combatido ao contrário. A questão da prevenção é igualmente patética: muitos dos jovens que já experimentaram droga (um charro por exemplo) perdem 10 minutos a rir depois de ler um panfleto de prevenção. Posso dar como exemplo este postal do Instituto de Droga e Toxicodependência (IDT), disponível aqui.
Primeiro, sugere duas formas de consumo, a segunda, a ingestão. Toda a gente sabe que a cannabis é para fumar, para quê a informação sobre a sua comestibilidade?
Segundo, fala sobre os seus efeitos, em consumo normal e em consumo exagerado incluindo desmotivação generalizada, ansiedade e paranóia, problemas de memória, atenção e ainda psicoses. Quem já fumou um outro charrito só pode achar isto uma anedota. Não por ser mentira, mas quem é que com 15 ou 16 anos pensa que vai ficar paranóico ou depressivo por causa de cannabis?
Por último, a toalha é atirada ao chão, ou seja, inclui um parágrafo intitulado "Se consumires" onde se explica as limitações aconselhavéis relativamente ao consumo desta droga. "Já que vais consumir tem cuidado com isto, isto e isto"
Aquilo que se faz então é um trabalho deficiente na prevenção e um esbanjamento de dinheiro em combate ao tráfico.
Solução: mostrar e disponibilizar aos jovens as alternativas à droga. Quais as tecnologias que poderão tornar a droga obsoleta? A pergunta formulada deve ser esta.
Saturday, July 25, 2009
Um desabafo
Do nosso Primeiro Ministro, sua senhoria José Sócrates:
"Tenho a dizer-vos meus amigos, que estes 4 anos foram duros. Mas duros a valer. Anda já tudo a fazer balanços; de acordo com alguma dessa malta que por aí escreve, praticamente nada mudou. O défice é o mesmo, os 150.000 empregos, a competitividade, as exportações, a educação, a Autoeuropa e azar dos azares, os corninhos do Pinho.
Já viram bem a minha vida? Nesta legislatura tive até que deixar de fumar. O Lino e o "jamais". E não é que tive que fazer lá mesmo o aeroporto? Bom, se é que o vou fazer.. lá arranjei a desculpa que é uma questão de fundo. Fica para depois das eleições. Menos uma para me chatear, pelo menos para já. Ainda não houve grandes incêndios até à data, a ver se a coisa se aguenta assim. Já vi também que maioria absoluta é grupo. Ataquei tudo o que havia para atacar nos últimos 4 anos, agora bem que me lixo. A seita do PSD que nada tinha de jeito arranjou um Rangel, que pelos vistos, ainda dá alguma luta. Logo agora. A crise internacional levou-me os 150.000 postos de trabalho. Até o Magalhães criticaram. Que a empresa fabricante deve dinheiro ao fisco. Que só 60% dos componentes é que são portugueses e sei lá mais o quê. Passei a vergonha de ouvir o americano da Microsoft dizer que ele era o único no país entusiasmado com aquilo. Até ao Chavez eu vendi o computador numa cimeira. E esta gente, sempre critica, sempre negativa.
E agora, pressionado para me recandidatar. Eu quero é férias!"
O texto é obviamente ficcional e tem um propósito lúdico. Não tenho dinheiro para ser processado.
"Tenho a dizer-vos meus amigos, que estes 4 anos foram duros. Mas duros a valer. Anda já tudo a fazer balanços; de acordo com alguma dessa malta que por aí escreve, praticamente nada mudou. O défice é o mesmo, os 150.000 empregos, a competitividade, as exportações, a educação, a Autoeuropa e azar dos azares, os corninhos do Pinho.
Já viram bem a minha vida? Nesta legislatura tive até que deixar de fumar. O Lino e o "jamais". E não é que tive que fazer lá mesmo o aeroporto? Bom, se é que o vou fazer.. lá arranjei a desculpa que é uma questão de fundo. Fica para depois das eleições. Menos uma para me chatear, pelo menos para já. Ainda não houve grandes incêndios até à data, a ver se a coisa se aguenta assim. Já vi também que maioria absoluta é grupo. Ataquei tudo o que havia para atacar nos últimos 4 anos, agora bem que me lixo. A seita do PSD que nada tinha de jeito arranjou um Rangel, que pelos vistos, ainda dá alguma luta. Logo agora. A crise internacional levou-me os 150.000 postos de trabalho. Até o Magalhães criticaram. Que a empresa fabricante deve dinheiro ao fisco. Que só 60% dos componentes é que são portugueses e sei lá mais o quê. Passei a vergonha de ouvir o americano da Microsoft dizer que ele era o único no país entusiasmado com aquilo. Até ao Chavez eu vendi o computador numa cimeira. E esta gente, sempre critica, sempre negativa.
E agora, pressionado para me recandidatar. Eu quero é férias!"
O texto é obviamente ficcional e tem um propósito lúdico. Não tenho dinheiro para ser processado.
Thursday, July 23, 2009
Internet e Marcas
À medida que as marcas reforçam a sua presença na internet, as tácticas para chegar ao consumidor são cada vez mais originais. Destaco duas acções.
A da Burger King que oferecia um Whooper por cada dez amigos dispensados da lista de usuários no Facebook. Foi feito através de uma aplicação específica para o site em questão e criou um grande buzz à volta da marca.
Uma pizzaria australiana queria promover o seu site, e decidiu oferecer uma pizza a quem rasgasse e entregasse páginas amarelas com anúncios de outras pizzarias. Por um lado, elimina-se a concorrência , por outro promove-se o site. 2 em 1, e o consumidor claro, acha piada à coisa. Para além de comer de borla.
Novos tempos, novas tácticas.
A da Burger King que oferecia um Whooper por cada dez amigos dispensados da lista de usuários no Facebook. Foi feito através de uma aplicação específica para o site em questão e criou um grande buzz à volta da marca.
Uma pizzaria australiana queria promover o seu site, e decidiu oferecer uma pizza a quem rasgasse e entregasse páginas amarelas com anúncios de outras pizzarias. Por um lado, elimina-se a concorrência , por outro promove-se o site. 2 em 1, e o consumidor claro, acha piada à coisa. Para além de comer de borla.
Novos tempos, novas tácticas.
Atypyk!
A Atypyk é um projecto de Ivan Duval e Jean Sebastien Ides, que segundo os próprios, tem como propósito desenvolver produtos com pouca ou nenhuma utilidade.
São efectivamente de uma originalidade tremenda, deixo aqui apenas alguns exemplos (o Shit from Paris pode ser lido no post anterior), aconselhando, no entanto, e vivamente, uma visita demorada ao site, vale mesmo a pena.
Catch!

Para desgostos de amor

Para as eleições que aí vêm

Mais em: www.atypyk.com
São efectivamente de uma originalidade tremenda, deixo aqui apenas alguns exemplos (o Shit from Paris pode ser lido no post anterior), aconselhando, no entanto, e vivamente, uma visita demorada ao site, vale mesmo a pena.
Catch!

Para desgostos de amor

Para as eleições que aí vêm

Mais em: www.atypyk.com
Wednesday, July 22, 2009
O Marketing.. do Lixo
Depois do marketing político, do marketing de nicho, do marketing de massas, do marketing one-to-one, do webmarketing e do marketing desportivo, aparece o.. Marketing do Lixo.
Esta nova tendência tem como objectivo recuperar dejectos de natureza diversa, transformá-los em obras de arte e claro está, vendê-las. Atenção! Não confundir com marketing reciclável, em que se recuperam copos de plástico para fazer candeeiros ou cartão de embalagens para fazer bolsas de senhora. Não, aqui o salto é muito, mas muito maior.

Comecemos pelo projecto francês "Shit from Paris" que consiste basicamente em vender baldes de merda. A promessa do produto é, e passo a citar "Brings you luck when walking in it with your left foot" Toda a informação aqui (chamo a atenção para o próximo post, absolutamente dedicado à Atypyk.. termine este primeiro contudo).

A segunda ideia em destaque do Marketing do Lixo vai para Justin Gignac, o homem que considera que "One man's garbage is another man's treasure. But New York City's garbage, well, that's art." Este projecto - que já vendeu mais de 1200 brincadeiras destas - consiste em dar um design 'fuckin yeah' ao produto (lixo no caso), arrumá-lo bem arrumadinho num cubo e voilá.. a souvenir from the Big Apple. Everything here.
Esta nova tendência tem como objectivo recuperar dejectos de natureza diversa, transformá-los em obras de arte e claro está, vendê-las. Atenção! Não confundir com marketing reciclável, em que se recuperam copos de plástico para fazer candeeiros ou cartão de embalagens para fazer bolsas de senhora. Não, aqui o salto é muito, mas muito maior.

Comecemos pelo projecto francês "Shit from Paris" que consiste basicamente em vender baldes de merda. A promessa do produto é, e passo a citar "Brings you luck when walking in it with your left foot" Toda a informação aqui (chamo a atenção para o próximo post, absolutamente dedicado à Atypyk.. termine este primeiro contudo).

A segunda ideia em destaque do Marketing do Lixo vai para Justin Gignac, o homem que considera que "One man's garbage is another man's treasure. But New York City's garbage, well, that's art." Este projecto - que já vendeu mais de 1200 brincadeiras destas - consiste em dar um design 'fuckin yeah' ao produto (lixo no caso), arrumá-lo bem arrumadinho num cubo e voilá.. a souvenir from the Big Apple. Everything here.
Subscribe to:
Posts (Atom)