Sunday, February 21, 2010

Teste Americano


Existe uma forma de avaliação escrita, na qual é pedida aos alunos que escolham entre uma de três - ou mais - respostas possíveis para responder a uma pergunta. É conhecido entre nós como o teste americano. Em Portugal, a este teste é associada alguma facilidade, na medida em que habitualmente, a resposta certa distancia-se consideravelmente das erradas, tornando-se relativamente fácil para o indivíduo que pouco se preparou, ter um resultado decente.

Outro ponto de facilitismo aplicado a este teste é o facto de não se cumprir a totalidade das regras a ele associado, ou seja, sempre que uma resposta esteja errada é descontado um determinado valor á avaliação geral. Serve isto, para evitar que os alunos mal preparados não usufruam do efeito totoloto, ou seja, respondendo aleatoriamente poderão conseguir uma nota final interessante.

Faço agora a ponte da aplicação deficiente do modelo do teste americano para a nossa realidade enquanto cidadãos eleitores: não percebemos ainda,na altura de votarmos, que no meio de todas aqueles quadrados, se escolhermos a opção errada, não ficamos na mesma, pelo contrário e tal como no verdadeiro teste citado, andamos para trás.

As nossas decisões, hoje talvez mais que há dez anos, têm consequências fortíssimas.

Wednesday, February 17, 2010

Random Sentences

Dizer a alguém que a vida era ridícula antes de a conhecer. Coragem ou estupidez?

Temporadas


As séries de hoje, assumem um papel central no entretenimento de milhares de pessoas. Guardo em boa memória algumas séries que acompanhei ao longo da vida - curta, sou jovem - mas confesso que a actual paranóia cria algumas dificuldades à minha pessoa, nomeadamente no que ao seguimento de uma série diz respeito. As séries encontram-se divididas em temporadas. É aqui que a confusão se instala na minha cabeça.

Algo em que reparei é que muitas das séries agora, requerem o visionamento de todos os episódios, ou seja, se não tivermos em posse o histórico da coisa, nem vale a pena tentar perceber o que é que se passa. Quando vejo o anúncio para a temporada quatro, lá penso eu que estou a perder mais uma série que todos vêem. Outro problema são as horas, também não percebo a que horas é que dão as séries. Aparentemente ao fim de semana, repetem tudo, então as poucas que acompanho, ou melhor, que tento acompanhar, vejo-as duas e três vezes, pois tenho que esperar que passem os primeiros episódios para ver os restantes. Ao desabafar sobre a temática com um amigo, sugeriu-me ele que fizesse o download da temporada inteira. Diz ele que assim, se senta um sábado a seguir ao almoço e vê aquilo tudo de uma ponta à outra sem interrupções.

Não quero acreditar que a via ilegal é o único caminho. Aceito sugestões, na medida em que, estou Lost, não sei em que temporada.

Sunday, February 14, 2010

Indignação de capote


Miguel Portas no último Sol, marcado pela capa do polvo, questiona na sua habitual coluna porque raio o défice deve baixar para 3% e porque é que o nível de endividamento deve rondar os 60% do PIB em vez dos actuais 100%. Diz que não entende e que muitos gostariam de perceber; estas descidas vão implicar muitas medidas, estamos para ver quais até 2011, e Miguel Portas, um paladino da defesa do povo, indigna-se com a castração de que vamos ser alvo.

É óbvio que Miguel Portas sabe perfeitamente porque é que o défice e o nível de endividamento devem diminuir. Não o faz porque.. deixarei à imaginação do leitor as suas motivações. O que posso fazer, é dentro do meu limitado conhecimento de macroeconomia, exemplificar o perigo de um nível alto de endividamento e défice.

As economias desenvolvidas para crescerem precisam de financiamento; fazem-no como é sabido junto de instituições bancárias. Estas instituições por sua vez, financiam-se junto de outras entidades e cobram aos seus clientes um spread, que funcionará como a sua margem de lucro. Este spread que os bancos têm que pagar quando vão pedir dinheiro emprestado varia em função da situação económica do país. São utilizados indicadores macroeconómicos, como o défice e o nível de endividamento. Quanto maior for o seu valor, maior é o risco de incumprimento, maior é o spread aplicado e mais caro fica o dinheiro para as empresas e para as famílias quando vão pedir empréstimos ao banco (como aconteceu esta semana).

Passando para a vida real: um conhecido pede-lhe 100 euros emprestados. Você sabe que ele recebe 1000 euros por mês e que tem encargos mensais de 1010 euros. Percebe rapidamente que ele não vai conseguir tão cedo pagar a sua dívida. Empresta-lhe o dinheiro?

Saturday, February 13, 2010

Invenções


Entre as diversas razões que se podem destacar para realçar o porquê da maior parte das invenções terem origem nas principais potências económicas, é possível destacar - para além da óbvia, leia-se, capacidade de investimento - a questão da mentalidade cultural. A revolução industrial por exemplo, aconteceu primeiro em alguns países, não por obra do acaso, mas por ali se reunirem as condições necessárias para tal.

No nosso país, fizemos uma revolução política, ficou por fazer a cultural. O mérito, um factor abominado nestas terras, que é por sinal, uma das chaves para o desenvolvimento sustentado, nunca foi palco de discussão ou de iniciativas políticas que justificassem a sua grandeza. O mérito de alguém no nosso rectângulo é inveja. Haverá trinta mil motivos para alguém ter sucesso, reconhecermos que foi por mérito, isso sim, é uma escalada à montanha mais próxima.

A revolução de que falo, é simples em teoria, mas que levará umas quantas gerações a ultrapassar, o status quo no que à concepção do mérito diz respeito, faz parte do nosso sistema de valores, está enraizado em nós. Precisamos apenas de entender, que a boa sorte dos outros não limita a nossa. Um país, por pequeno que seja, tem oportunidades, e não será o que os outros alcançam que nos impedem, com o nosso mérito, de chegar onde queremos.

O individualismo, não é o quadro negro que nos venderam.

Friday, February 5, 2010

Random Sentences

Life is for professionals.

Thursday, February 4, 2010

Sonhos de terra quente

Acordei com isto na cabeça.

Meu pai, acho que eles continuam escutando a Lua. Correm montanha abaixo, atrás de olhos sem pestanas e loucos de sede de não ver. Quero dizer-lhes que ver a Lua não é tão bom como ouvi-la. Mas eles a mim não me ouvem meu pai. Só me sentem.