Ferreira Leite depois de ter borrado a pintura com as listas de deputados para as próximas legislativas, continua a sofrer as ondas de choque de um partido que sempre teve dificuldade de se libertar de Cavaco, ou melhor, da sua capacidade de "unificação". Só Durão Barroso, conseguiu - mais ou menos - reunir algum consenso. A questão de António Preto e Helena Lopes da Costa (ambos arguidos em processos) e a exclusão de outros barões já se fizeram sentir em todos os quadrantes laranja. Os barões já se manifestaram: Ângelo Correia, Passos Coelho, Marques Mendes e o eterno Marcelo (em jeito de nota de rodapé, lembrem-se de todos estes nomes e pensem no que é que esta gente conseguiu contribuir para o país ao longo dos seus anos de intervenção).
Em termos eleitorais a questão dos arguidos acabará por ser ignorada pela maior parte dos eleitores. Agora, a confusão do PSD, dificilmente passará despercebida. Marcelo recorde-se e segundo palavras do próprio, foi "imolado" pelo partido quando era líder do mesmo. Ferreira Leite corre o mesmo risco; a última contribuição vem de Pacheco Pereira (cabeça de lista do PSD por Santarém) que segundo o próprio, terá engolido alguns sapos no que à elaboração das listas diz respeito. O blog recomenda a Pacheco Pereira a ingestão de Compensan, ideal para estas ocasiões.
Friday, August 21, 2009
Monday, August 17, 2009
O Alibi
Tal como o chui evidenciado no post anterior, venho hoje salientar mais uma pérola da tradução nacional, o álibi.
Em nenhuma conversa com nenhum amigo, conhecido, o que quer que fosse, com álcool ou sem ele, me lembro de alguém proferir semelhante palavra. Porquê o álibi então? Este percebe-se melhor que o chui, já que a palavra álibi é muito utilizada nos hollywood movies, oh yeah.
Não consegui encontrar motivos válidos para tal coisa ser utilizada nas legendas dos filmes. Tal como o chui. Perplexo.. perplexo..
Boas férias
Em nenhuma conversa com nenhum amigo, conhecido, o que quer que fosse, com álcool ou sem ele, me lembro de alguém proferir semelhante palavra. Porquê o álibi então? Este percebe-se melhor que o chui, já que a palavra álibi é muito utilizada nos hollywood movies, oh yeah.
Não consegui encontrar motivos válidos para tal coisa ser utilizada nas legendas dos filmes. Tal como o chui. Perplexo.. perplexo..
Boas férias
Thursday, August 6, 2009
Chui
Se bem se lembram, durante largos anos, em muitas séries televisivas e filmes de Hollywood a palavra polícia (agente de autoridade) era traduzida para português através da palavra chui. A moda pegou e recordo-me perfeitamente de ver a dita palavra vezes sem conta na televisão e no cinema.
A pergunta é: já ouviu alguém na rua a dizer chui? "Vem aí os chuis!", "Liguei para os chuis, nunca mais vêm" ou "Viste o chui ali com o radar?"
Experimente dizer Chui. É horrível. Esteticamente é uma palavra estranha. Pelo menos em português. Nem com sotaque brasileiro ou africano soa bem. Mas quem é que teve este despegada ideia de utilizar chui para traduzir "cop"? Graças a Deus a tradução do filme Robocop, não foi Robochui.
Tentei investigar a origem da palavra..
O Ciberdúvidas diz o seguinte: "A palavra chui é «de origem obscura». O Dicionário da Língua Portuguesa 2008, da Porto Editora, diz que é termo coloquial, portanto «informal, familiar». Por sua vez, o Dicionário Eletrônico Houaiss também diz que chui é «de origem obscura», tratando-se de um regionalismo de uso informal em Portugal, Angola e Moçambique. Acrescenta ainda que é de uso «ger[almente] pejorativo»."
Os especialistas também não sabem de onde vem e concordam ambos que a origem é "obscura".. Não me admira. O que é certo é que existe no dicionário, portanto, na peregrina e ínfima hipótese de ouvir alguém na rua a dizer chui.. aguente-se caladinho, que está no dicionário.
A pergunta é: já ouviu alguém na rua a dizer chui? "Vem aí os chuis!", "Liguei para os chuis, nunca mais vêm" ou "Viste o chui ali com o radar?"
Experimente dizer Chui. É horrível. Esteticamente é uma palavra estranha. Pelo menos em português. Nem com sotaque brasileiro ou africano soa bem. Mas quem é que teve este despegada ideia de utilizar chui para traduzir "cop"? Graças a Deus a tradução do filme Robocop, não foi Robochui.
Tentei investigar a origem da palavra..
O Ciberdúvidas diz o seguinte: "A palavra chui é «de origem obscura». O Dicionário da Língua Portuguesa 2008, da Porto Editora, diz que é termo coloquial, portanto «informal, familiar». Por sua vez, o Dicionário Eletrônico Houaiss também diz que chui é «de origem obscura», tratando-se de um regionalismo de uso informal em Portugal, Angola e Moçambique. Acrescenta ainda que é de uso «ger[almente] pejorativo»."
Os especialistas também não sabem de onde vem e concordam ambos que a origem é "obscura".. Não me admira. O que é certo é que existe no dicionário, portanto, na peregrina e ínfima hipótese de ouvir alguém na rua a dizer chui.. aguente-se caladinho, que está no dicionário.
Wednesday, August 5, 2009
Líderes da treta.. e eleitores da treta
O povo português tem uma estranha tendência para gostar de líderes espalhafatosos. João Jardim, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Fátima Felgueiras são alguns exemplos. Curiosamente todos eleitos com largas margens apesar dos seus duvidosos backgrounds e alguns deles inclusive, com penas de prisão sentenciadas.
O que leva então o povo a votar em gente desta? Creio ter encontrado a resposta: para a populaça o bom líder é aquele que tem alguma capacidade oratória, que consiga dar um ou outro murro na mesa e sacar umas tiradas proverbiais saloias (Jardim é especialista nesta matéria).
Maus políticos, maus eleitores. Uma fórmula simples.
Notinha para Ferreira Leite e a sua política de verdade: António Preto e Helena Lopes da Costa são arguidos num processo referente à CML (canetas de 2000 euros, jantares de 3000 e outras coisas simpáticas); ambos fazem partes da lista para deputados do PSD. João Jardim é cabeça de lista e já afirmou que não vai pôr meio pé que seja no Parlamento. Política de verdade?
O que leva então o povo a votar em gente desta? Creio ter encontrado a resposta: para a populaça o bom líder é aquele que tem alguma capacidade oratória, que consiga dar um ou outro murro na mesa e sacar umas tiradas proverbiais saloias (Jardim é especialista nesta matéria).
Maus políticos, maus eleitores. Uma fórmula simples.
Notinha para Ferreira Leite e a sua política de verdade: António Preto e Helena Lopes da Costa são arguidos num processo referente à CML (canetas de 2000 euros, jantares de 3000 e outras coisas simpáticas); ambos fazem partes da lista para deputados do PSD. João Jardim é cabeça de lista e já afirmou que não vai pôr meio pé que seja no Parlamento. Política de verdade?
Tuesday, August 4, 2009
Positivo e Negativo
Portugal e o seus digníssimos cidadãos são frequentemente caracterizados como um povo pessimista, que acha sempre que vai tudo correr mal e que a luz ao fundo do túnel é coisa para extraterrestres.
Lembro-me de repente, de falar com muitas pessoas sobre o facto da taxa Euribor acabar mais cedo ou mais tarde por vir a cair, e consequentemente o valor pago aos bancos, respeitante à prestação do crédito à habitação. Apesar de não ter tomado nota, arrisco-me a dizer que em cada 10 pessoas com quem falei, 8 disseram algo do género "Baixa, baixa.. Fia-te na virgem"
Aliado a este pessimismo existe um conjunto alargado de provérbios que reflectem e apoiam o sentimento negativo das pessoas.
Este sentimento negativo terá vários factores que o justificam. Neste post vou realçar apenas um: o absolutismo. Um português ou bem que tem tudo, ou bem que tem nada. Portanto, ou não tem carro, ou tem um com todos os extras. Ou é um desgraçado ou é riquíssimo. Esta é a percepção generalizada. Curiosamente a expressão popular 8 ou 80 aplica-se na perfeição.
Recentemente reiniciei a minha vida desportiva, fazendo jogging 3 vezes por semana. Sempre que comentava o facto com alguém, perguntavam-me sempre se tinha algum problema de saúde (!?) e porque é que não corria todos os dias. O absolutismo de novo. Ou tenho uma doença, e tenho que correr para não morrer, ou se não tenho doença, ou bem que corro todos os dias como um homem, ou bem que mais vale estar quieto. Este é o cérebro português a funcionar. Double or nothing.
Por contraposição o cérebro americano funciona num positivismo exacerbado. Arranjam sempre um motivo para ir mais além e alcançar o que querem. Este sentimento generalizado, é uma força dinamizadora para o país em si e para toda a sociedade. Celebrizado por Barack Obama, a filosofia do "yes we can" acompanha os norte-americanos há muito tempo e fazem desse país a potência que é. Como exemplo, deixo-vos a resposta dada num site de internet a um jovem que ia participar na sua primeira corrida e que perguntou como é que seria se por acaso chegasse em último lugar: "You probably won't, but if you do, the crowd often cheers loudest for the last person. Congratulate yourself for beating the thousands in your community who are still in bed."
E para que sosseguem as mentes absolutistas, já corro todos os dias.
Lembro-me de repente, de falar com muitas pessoas sobre o facto da taxa Euribor acabar mais cedo ou mais tarde por vir a cair, e consequentemente o valor pago aos bancos, respeitante à prestação do crédito à habitação. Apesar de não ter tomado nota, arrisco-me a dizer que em cada 10 pessoas com quem falei, 8 disseram algo do género "Baixa, baixa.. Fia-te na virgem"
Aliado a este pessimismo existe um conjunto alargado de provérbios que reflectem e apoiam o sentimento negativo das pessoas.
Este sentimento negativo terá vários factores que o justificam. Neste post vou realçar apenas um: o absolutismo. Um português ou bem que tem tudo, ou bem que tem nada. Portanto, ou não tem carro, ou tem um com todos os extras. Ou é um desgraçado ou é riquíssimo. Esta é a percepção generalizada. Curiosamente a expressão popular 8 ou 80 aplica-se na perfeição.
Recentemente reiniciei a minha vida desportiva, fazendo jogging 3 vezes por semana. Sempre que comentava o facto com alguém, perguntavam-me sempre se tinha algum problema de saúde (!?) e porque é que não corria todos os dias. O absolutismo de novo. Ou tenho uma doença, e tenho que correr para não morrer, ou se não tenho doença, ou bem que corro todos os dias como um homem, ou bem que mais vale estar quieto. Este é o cérebro português a funcionar. Double or nothing.
Por contraposição o cérebro americano funciona num positivismo exacerbado. Arranjam sempre um motivo para ir mais além e alcançar o que querem. Este sentimento generalizado, é uma força dinamizadora para o país em si e para toda a sociedade. Celebrizado por Barack Obama, a filosofia do "yes we can" acompanha os norte-americanos há muito tempo e fazem desse país a potência que é. Como exemplo, deixo-vos a resposta dada num site de internet a um jovem que ia participar na sua primeira corrida e que perguntou como é que seria se por acaso chegasse em último lugar: "You probably won't, but if you do, the crowd often cheers loudest for the last person. Congratulate yourself for beating the thousands in your community who are still in bed."
E para que sosseguem as mentes absolutistas, já corro todos os dias.
Sunday, August 2, 2009
200 euros por baby
A medida mais sonante do programa do PS para as próximas legislativas é a abertura de uma conta bancária com 200 euros, em nome dos azarados que neste quadrado irão nascer. O dinheiro só pode ser levantado quando o dito cujo tiver 18 anos e claro está, por ele próprio. Os pais ou os familiares poderão reforçar essa conta ao longo dos anos, usufruindo de uma interessante taxa de poupança, ao que parece ao fim dos 18 anos os 200 euros passam a 400, uma taxa aproximada de 5% ao ano, que no fundo, não é nada do outro mundo, tendo em conta que só se pode mexer no dinheiro ao fim de 18 anos.
Esta medíocre proposta, que só mostra a falta de ideias que impera no PS, só é igualável pela falta de ideias da oposição. Todos criticaram em uníssono a medida, mas a verdade é que as alternativas propostas não são melhores; a pérola vem do PCP, através de sua alteza Jerónimo de Sousa, que terá proposto em alternativa o aumento de 1 euro (!!!) do abono de família. Estupendo!
Para além da - já mencionada neste blog - falta de exigência da sociedade civil, a incapacidade e o vazio de ideias de todos os partidos políticos resultam num país atrasado relativamente aos outros países europeus.
Nem de propósito no Expresso desta semana vem um dirigente de uma qualquer associação de empreiteiros dignificar e defender a actividade em causa. Para quando a bendita sociedade do conhecimento? Para quando o investimento urgentíssimo em qualificação (decente e com um carácter útil) de recursos humanos? É tempo de gastarmos dinheiro com as pessoas, é a única coisa que este país consegue produzir e ser competitivo. Fazemos mais estradas e pontes, estamos só a adiar o inevitável. Nenhum partido vai apostar nisto nestas legislativas. No programa do PS não encontro nada. Vamos ver os outros. Cheira-me que este ano presenteio suas excelências os dirigentes da Nação com um voto nulo ou branco.
Passar bem.
Esta medíocre proposta, que só mostra a falta de ideias que impera no PS, só é igualável pela falta de ideias da oposição. Todos criticaram em uníssono a medida, mas a verdade é que as alternativas propostas não são melhores; a pérola vem do PCP, através de sua alteza Jerónimo de Sousa, que terá proposto em alternativa o aumento de 1 euro (!!!) do abono de família. Estupendo!
Para além da - já mencionada neste blog - falta de exigência da sociedade civil, a incapacidade e o vazio de ideias de todos os partidos políticos resultam num país atrasado relativamente aos outros países europeus.
Nem de propósito no Expresso desta semana vem um dirigente de uma qualquer associação de empreiteiros dignificar e defender a actividade em causa. Para quando a bendita sociedade do conhecimento? Para quando o investimento urgentíssimo em qualificação (decente e com um carácter útil) de recursos humanos? É tempo de gastarmos dinheiro com as pessoas, é a única coisa que este país consegue produzir e ser competitivo. Fazemos mais estradas e pontes, estamos só a adiar o inevitável. Nenhum partido vai apostar nisto nestas legislativas. No programa do PS não encontro nada. Vamos ver os outros. Cheira-me que este ano presenteio suas excelências os dirigentes da Nação com um voto nulo ou branco.
Passar bem.
Subscribe to:
Posts (Atom)