Existe um alarido, ou melhor, semi-alarido, sobre o congresso do PCP. A felicidade dos militantes, a rapidez com que arrumaram as cadeirinhas todas no fim do congresso e a alegada subida de popularidade do PCP nesta altura.
Ora bem. Só para relembrar que é este mesmo PCP que apoia a ditadura de Cuba, da Coreia do Norte, que convidou as FARC para o Avante e que continua a apoiar a parvoíce serôdia que é o marxismo-leninismo. Não compreendo como é que tanto tempo depois ainda se discute se a coisa pode ou não resultar. Quantos mortos precisamos mais? E para aqueles que dizem que o comunismo é perfeito só que não funciona em humanos, expliquem-me porque carga de água se havia de aplicar medidas como as que Marx aconselha a tomar no seu Manifesto do Partido Comunista:
- expropriação da propriedade agrária e utilização das rendas agrárias para despesas do estado
- imposto pesado e agressivo
- abolição do direito de herança
- expropriação da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes
- centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital de estado e monopólio exclusivo
- centralização dos meios de transporte nas mãos do estado
Há mais, duas aproveitam-se nomeadamente o seu conselho sobre o fim do trabalho infantil e a obrigatoriedade do trabalho para todos. Nos itens acima citados, porque raio havíamos de querer uma esquizofrenia de tal ordem?
Sunday, December 7, 2008
Abstenção
Digam-me os políticos, e em particular os do PSD, qual é a sugestão que têm para combater a abstenção? O porquê da minha pergunta, claro, que disparate, peço desculpa.
O CDS apresentou um projecto que propunha a suspensão e simplificação da avaliação dos professores e que teve 101 votos contra e 80 a favor. Até aqui tudo parece normal. Mas não é. Houve 35 faltas de deputados da oposição, e só do PSD eram 30. Ou seja, caso suas senhorias se tivessem dado ao trabalho de dar um pulo pelo seu local de trabalho esta história dos professores teria outro rumo. Mal ou bem, teria outro rumo.
Faço agora várias sugestões: aos professores e ao seu querido sindicalista Mário Nogueira, 23 vigílias à porta da sede do PSD; a Paulo Rangel (que desvalorizou as faltas dos seus deputados!) que quando se insurgir contra este governo na Assembleia que conte as cabecinhas presentes na bancada, não vá a coisa dar para o torto em caso de votação. E a suas senhorias, os deputados faltosos que tomem vergonha e que se dediquem a outra coisa qualquer. A falta de responsabilidade daqueles que nos representam e são a nossa voz (independentemente do partido que estivermos a falar) deve ser combatida a toda a força e a nossa tolerância perante comportamentos deste tipo deve ser mínima ou nenhuma.
Desta vez, uma vénia a Ferreira Leite que considerou a falha dos deputados como inadmissível e inaceitável.
O CDS apresentou um projecto que propunha a suspensão e simplificação da avaliação dos professores e que teve 101 votos contra e 80 a favor. Até aqui tudo parece normal. Mas não é. Houve 35 faltas de deputados da oposição, e só do PSD eram 30. Ou seja, caso suas senhorias se tivessem dado ao trabalho de dar um pulo pelo seu local de trabalho esta história dos professores teria outro rumo. Mal ou bem, teria outro rumo.
Faço agora várias sugestões: aos professores e ao seu querido sindicalista Mário Nogueira, 23 vigílias à porta da sede do PSD; a Paulo Rangel (que desvalorizou as faltas dos seus deputados!) que quando se insurgir contra este governo na Assembleia que conte as cabecinhas presentes na bancada, não vá a coisa dar para o torto em caso de votação. E a suas senhorias, os deputados faltosos que tomem vergonha e que se dediquem a outra coisa qualquer. A falta de responsabilidade daqueles que nos representam e são a nossa voz (independentemente do partido que estivermos a falar) deve ser combatida a toda a força e a nossa tolerância perante comportamentos deste tipo deve ser mínima ou nenhuma.
Desta vez, uma vénia a Ferreira Leite que considerou a falha dos deputados como inadmissível e inaceitável.
O guarda chuva
Que na verdade nos protege dela, não guarda nada. Venho então por este nobre meio assinalar uma estranho comportamento que tenho vindo a observar por essas ruas fora. Trata-se do dito objecto pendurado na parte traseira da gola dos respectivos casacos e sobretudos. A imagem é desconcertante. Procurei no Google mas não consegui encontrar nada que se pareça.
O motivo mais óbvio para tal aparato julgo ser o facto de não ter que se carregar o objecto na mão enquanto se caminha. Existe claramente um nicho de mercado à espera de ser explorado para os fabricantes de chapéus de chuva, na medida em que é possível tornar este tipo de comportamento em algo mais atractivo, no que à imagem de uma gola de um indivíduo servir de cabide a um chapéu de chuva diz respeito.
O motivo mais óbvio para tal aparato julgo ser o facto de não ter que se carregar o objecto na mão enquanto se caminha. Existe claramente um nicho de mercado à espera de ser explorado para os fabricantes de chapéus de chuva, na medida em que é possível tornar este tipo de comportamento em algo mais atractivo, no que à imagem de uma gola de um indivíduo servir de cabide a um chapéu de chuva diz respeito.
Saturday, December 6, 2008
Podia ser mas não é
Nobre Guedes, esse meteoro que ainda não percebeu bem se já atingiu a velocidade máxima e está em rota de colisão com um planeta por descobrir, decide numa entrevista ao Expresso desta semana dizer mais ou menos isto: que é impreterível uma coligação entre CDS e PSD e que governar em minoria é impossível etc e tal. So far so good. A seguir o jornalista confronta-o com declarações de Nobre Guedes himself sobre a incapacidade do PSD se organizar, na medida em que as lutas internas estão sempre na agenda do dia, ao que Nobre Guedes responde que reafirma o conteúdo dessas afirmações o que não o impede de à mesma sugerir uma coligação entre os dois partidos.A ideia é boa segundo o meteoro, mas ao mesmo tempo impraticável. Para quê propô-la então?
Strauss.. o Lévi
E que terá dito: "O mundo começou sem o homem e vai acabar sem ele." Um Al Gore à moda antiga.
Monday, December 1, 2008
Ser Português
Na Visão da semana passada: "A humidade do Atlântico corrói-nos a alma e deixa rastos na literatura, como infiltrações nas casas. Somos estes seres meditabundos, de que falava Melville, com cracas nos dedos e algas nos cabelos, sempre assarapantados por brisas oceânicas, e olhos rasos de maresia."
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