Thursday, November 20, 2008

Educação, Leite, Obama e por ai abaixo

Por mais que leia, por mais que estrafegue informação sobre o tema educação, no fim sobra o mesmo: os professores têm que ser avaliados através de um sistema simples e que não lhes roube tempo para aquilo a que se têm que dedicar genuinamente - ensinar. Do lado dos sindicatos falta uma resposta mais cabal e responsável (e que tal proporem outro modelo?) e da parte do ministério mais flexibilidade ou mais empenho na procura de uma solução menos asfixiante no que às montanhas de papel diz respeito.

Manuela Ferreira Leite: começou pelo emprego em Cabo Verde e na Ucrânia, passeou depois pelo critério de escolha das notícias e rematou fulgurante nos seis meses de interrupção democrática. Não há muito para dizer, servia na perfeição para um excerto do famoso programa da Euronews "No comments"

Obama! Lá ganhou a partida, parabéns também a Mccain pelo bom desportivismo com que encarou a derrota; o novo presidente colocou as expectactivas do mundo inteiro numa fasquia bem alta, esperemos que a queda não seja maior que a ascensão e que toda a "Change" que nos venderam a bom porto nos leve.

O por aí abaixo ficou reservado ao prognóstico da economia: já soou o alarme por todo o lado, aos poucos os gigantes vão lançando sinais de debilidade, pelo nosso quadradinho o BPN à vida foi (lembram-se de Passos Coelho a pedir a privatização da CGD há uns meses atrás?) e o BPP ao que parece já foi buscar 750 milhõezecos para estabilizar o leme do navio. O desemprego já aumentou 0,4% e não me parece que a eminente retração vá ajudar à coisa.

"Buckle your seatbelt Dorothy; Kansas is going Bye-Bye"

Ponto Final

Nas minhas dissertações sobre Pereira Coutinho; faz-me lembrar aquelas ex-namoradas "que não valem mesmo a pena." Diferença abismal que com Coutinho não houve sexo ou coisa que o valha.

Tuesday, November 18, 2008

Fumar ou Não Fumar

Sunday, November 2, 2008

A continuação do tiro.. e do melro

Esta semana no Expresso, a habitual crónica de sua senhoria o inabalável Coutinho não foi por mim encontrada, pelo que suponho, não terá sido publicada.

No seu site, já não consta o estapafúrdio texto que na semana passada foi no Expresso divulgado e pelo autor deste blog devidamente escalpelizado. Esta semana, Miguel Sousa Tavares - também no Expresso - apesar de não referir nomes, critica também a peregrina ideia de que a culpa da actual crise se deve ao facto do estado ter obrigado alguns bancos a emprestar dinheiro a grupos de risco como algumas minorias étnicas.

Será que Pereira Coutinho pediu "voluntariamente" uma licença sem vencimento? Ou foi até aos "States" pedir ajuda a uma igreja pentecostal para que interceda a favor de Mcain?

Vamos aguardar pelos próximos capítulos. Não deixa de ser interessante não haver nenhuma nota por parte do Expresso sobre este súbito desaparecimento da crónica de Coutinho.

Sunday, October 26, 2008

Cada tiro, cada melro


Assim foi com João Pereira Coutinho, habitual escriba do Expresso, que divide a sua crónica em Inferno, Purgatório e Paraíso, mas que esta semana primou por uma escrita a que de forma simpática se pode classificar de facciosa. Conhecido homem da direita e das políticas que dela resultam e que salvam o mundo da perdição, na primeira parte do seu artigo (Inferno) brinda-nos com a seguinte pérola, qual Eça-wannabe do presente século: "NÃO FREQUENTO o Bairro Alto. Seja em Lisboa ou no Rio de Janeiro, favelas não fazem o meu género." Só para que conste o artigo em questão perora sobre uma medida de António Costa, actual presidente da CML, relativa à prevenção de grafittis na zona em questão. O Bairro Alto, uma favela? Que me diga a mim Pereira Coutinho, onde se encontram habitações na alegada favela, a preços de favela? Favela estranha esta, onde o m2 é quase tão elevado quanto o ego de Pereira Coutinho.

Prossegue a novela na secção Purgatório. Note-se antes de mais, semana atrás semana, a azia de Coutinho perante a eminente vitória de Obama nas eleições; não consegue digerir o acontecimento de forma alguma. Acho piada que semanas e semanas a crucificar Obama agora já lance um agradável "Primeiro, que a esquerda vai ter uma desilusão profunda com o Santo Obama (para meu infinito sorriso)." Reposicionamento estratégico. Seja a política mais à esquerda ou à direita, tem sempre como disparar: à esquerda vamos ouvir um "eu avisei", e à direita "bem vos disse esquerda que me ia rir". Qual chico-esperto de 7º ano, no fim o berlinde é sempre dele. Entretanto, relata um episódio de um colega que levou uma t-shirt de Mccain para o trabalho e que alegadamente terá sido olhado de lado por do último ser apoiante. Imaginei-me a mim próprio a levar uma t-shirt de Gordon Brown para o trabalho e a ter provavelmente o escritório inteiro a pensar que o meu cérebro já teve dias melhores. Mas, tudo bem, os cronistas são pagos para ter capacidade de antevisão.

Cereja em cima do bolo: chateado com o facto de o mercado entregue a si próprio se desmoronar, ou seja, bye bye ultra liberalismo, chateia-se com toda a esquerda, Saramago incluído, e culpa 2 milhões de pessoas pertencentes a minorias étnicas dos EUA pela presente crise. Que os bancos foram forçados a dar crédito a estas almas sob pena de lhes serem restringidas algumas benesses e segundo Coutinho "Os bancos, pressionados, limitaram-se a baixar as orelhas e a trilhar a corda bamba. Deu no que deu." Produtos derivados? Taxas de exposição a bens mobiliários de 400%? Bancos falidos com prémios para gestores de topo no valor de 200 milhões de dólares? Economia de casino? Tudo à conta de um estado que obrigou os bancos a emprestar dinheiro a 2 milhões de almas num aquário de 300 milhões? Só mesmo, no Paraíso de Pereira Coutinho.

Wednesday, October 15, 2008

Dinâmico




Assim foi Geir Haarde, primeiro-ministro islandês, que ao se deparar com o seu país próximo da bancarrota e sem ajuda dos amigos ocidentais, acabou por recorrer a um empréstimo russo no valor de aproximadamente 4 biliões de euros; quando confrontado com o tema responde: "When our old friends didn´t help us, we had to find new friends." Ora bem.

Tuesday, October 14, 2008

Visão Global

Tendo em conta a cada vez mais apertada agenda a que me sujeito diariamente, é consequentemente cada vez mais difícil escrever o que quer que seja. Volto então à fórmula escrever tudo sobre vários temas num único post, qual Marcelo Rebelo de Sousa das lides bloguísticas.

Economia..

O tema que nos últimos dias tem dominado por absoluto a actualidade; lucros, prejuízos, intervenções estatais, bancos centrais e injecções, falências, quedas recambolescas e subidas oxigenadas. Em bom português, uma tourada. A culpa? Especuladores, a banca que emprestou dinheiro sem garantias, os produtos financeiros estruturados e altamente complexos criados com a conivência dos reguladores. Os gestores de topo, esses, mesmo das empresas que faliram, ganharam milhões, os resultados são públicos, e afirmam mesmo - como o digníssimo que enviou o Lehman Bros para o galheiro - que tudo foi merecido, tendo em conta que só ganhou porque o banco também ganhou. Repito, uma valente tourada. Até atingir a economia real (se é que não está já a atingir) é um passo.

As crises são cíclicas, isto sempre aconteceu, é a vida, as depurações têm que acontecer. A habitual conversa de especialista. A realidade é que alguém tem que resolver o problema.

A quem se recorre? Aos reguladores financeiros? Aos mercados mobiliários? Aos bancos? Não, não e não. Recorremos ao velhinho e sempre prestável Estado, ou seja, todos nós. E é esta a principal ilacção a tirar desta trapalhada. Disse Marx e com razão (e há-de ser o único ponto de vista que partilho com o cavalheiro em questão): "O capitalismo entregue a si próprio, devorar-se-ia." A falta de controlo e regulação dos mercados e da banca, são a causa principal desta crise. Metam de uma vez por todas na cabeça que a liberalização total de qualquer actividade que implique lucro, dá barraca. A ganância desenfreada acaba por levar a sua avante e no fim o paizinho que emprestou o brinquedo ao menino é obrigado a pô-lo de castigo até o último aprender a lição. Sucedeu a nível mundial com a banca, mas nós próprios, portugueses, temos um óptimo exemplo da total liberalização de um mercado em que a tourada já está há muito instalada: combustíveis. Manuela Ferreira Leite e Carlos Tavares, detentores de poder de decisão à época sobre a matéria, liberalizaram a 100% o referido mercado. Resultado? Todos conhecem as habituais subidas em conformidade com o preço do barril e a não habitual descida aquando da descida do preço do mesmo.

Conclusão: a direita bem pode enfiar a viola no saco com o constante "Menos Estado". Porque a realidade é que a direita NÃO tem mecanismos de resposta para resolver as trapalhadas da liberalização do que quer que seja. A verdade é que, e invariavelmente, tudo o que é 100% liberalizado, mais cedo ou mais tarde, se reconhece, que existem excessos e que o consumidor final é prejudicado; curiosamente, consumidor esse que é constantemente visado aquando dos eternos benefícios suscitados por um mercado absolutamente livre. Não sou a favor do Estado deter a 100% ou sequer em maioria determinado/s mercado/s, mas ficámos todos a conhecer de perto no que é que a responsável liberdade dos interesses privados resulta.

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Lisboagate..

Desde já digo que fiquei contente por termos um gate. Já houve um Setubalgate e uma Aveiro Connection. Estava na altura da comunicação social premiar a capital com tão digníssimo título.

O que é que há a realçar nesta simpática história; já sabíamos todos que existiam casas atribuídas tendo em conta o clientelismo e o amiguismo. O que não sabia é que os beneficiados vêm para os jornais, com a devida propriedade, reclamar legítimos direitos sobre as ditas casas. Um entorpecido indíviduo ao ser confrontado com o facto de já não morar na casa e dela usufruir um filho seu responde algo como: "Se eu me divorciar outra vez para onde é que vou?" Que bela vida esta, em que a CML garante um apartamento a 90€ mês em caso de divórcio.

Outro sonante caso é o de Baptista Bastos, um ícone dos tempos de Abril, escritor-jornalista paladino da verdade e da justiça, alto defensor dos mais prestigiados valores de ética e ao que parece, detentor de um aluguer no valor mensal de 248 euros, por um apartamento na Estrada da Luz cedida pela CML. Conclusões, tire-as quem quiser.. pela boca morre.. o T1.

Aguardam-se agora reações. António Costa, que não tem culpa no cartório neste caso, que fará? Espero sinceramente mais do que o habitual escudar numa qualquer lei provinciana.

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Teorias...

A desenvolver em breve, porque vejo neste momento que já estou atrasado. Debrucei-me algum tempo sobre o motivo de em Portugal sermos tão pessimistas. Julgo que o problema reside nos provérbios. Depois tento explicar melhor! Abraços, até à próxima.